terça-feira, 9 de agosto de 2011

CRB se deu mal no 3-5-2

O CRB sofreu uma derrota dolorosa no último sábado, pela quarta rodada da Série C. O esquema utilizado pelo treinador no Rio Grande do Norte não encaixou, e o América-RN encontrou facilidades para golear por 4 x 0. Um revés profissional como aconteceu no último jogo do Galo tem, normalmente, algumas anomalias. Há um equilíbrio de forças no Grupo B, e a explicação da derrota começa com o gol sofrido aos 3 minutos de jogo. Nesse momento, todo o cenário montado pelo técnico Flávio Lopes na semana passada desabou em cima dos jogadores.
Estranhei a escalação do time no 3-5-2. Na última sexta, abri a coluna sobre as deficiências defensivas do CRB e falei justamente sobre os problemas que o 3-5-2 poderiam causar ao time. A análise é simples: esse sistema precisa atender dois princípios básicos: entrosamento e qualidade ofensiva dos laterais. A segunda opção estava descartada, uma vez que o Galo sofre com improvisações no setor. Lopes também optou por sacar o centroavante Marinho e fortalecer o sistema de marcação, com Edney na zaga. Ele não atuou como um volante, como disse o treinador após a vitória contra o Guarany-CE, e o conjunto do Galo não evoluiu. No primeiro tempo, a rigor, o goleiro Fabiano só foi incomodado nas cobranças de falta de Geovani, que executa bem as cobranças, mas pouco participa do jogo. Everton Maradona, mais avançado, ficou isolado pela esquerda e também quase não foi notado. Cadu só  trombava com os zagueiros e fazia faltas desnecessárias.
Ofensivamente, o CRB melhorou com a entrada do atacante Paraíba, que fez boas jogadas pela direita e mostrou que tem todas as condições de assumir a condição de titular. Fechando a caixa de deficiências regatianas, a goleada foi configurada com falhas individuais, como a do zagueiro Rodrigão no terceiro gol, e as brechas deixadas pelo setor esquerdo. Esse lado de campo, inclusive, é o ponto nevrálgico da equipe. Nos jogos contra Fortaleza, Campinense, Guarany e América o time foi facilmente envolvido por ali. Cabe ao treinador intensificar o trabalho para corrigir esse ponto fraco não só da equipe, como do elenco alvirrubro.

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