quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A difícil vida do técnico do CRB

O técnico Paulo Comelli precisa tomar as rédeas no CRB. Hoje, há excessos de palpites da direção no time regatiano. Flávio Lopes conviveu com esse problema no período em que comandou o Galo e deixou o clube em litígio com os dirigentes. A gota d’água foi a exclusão do volante Sidney do jogo de sábado pela diretoria. O treinador perdeu a voz de comando e não tinha mais clima para continuar seu trabalho.
O CRB repete os erros que cometeu nos últimos anos. A panela de pressão da Pajuçara adora cozinhar treinadores. Não lembro da competição em que o Galo iniciou e terminou com o mesmo técnico. Comelli pega o bonde andando e vai precisar dar liga a um time com problemas de construção. Agora que está chegando um lateral-direito de ofício - Douglas -, o melhor meia está atuando no ataque, há dois centroavantes para apenas uma posição e os atacantes de canto têm dificuldades para jogar 90 minutos. O elenco foi mal formado.
Os conflitos internos também prejudicaram o ambiente do Galo nesta Série C. O presidente Marcos Barbosa ameaçou algumas vezes entregar o cargo e, assim, deixou atletas e torcedores inseguros. Coincidentemente, depois desse episódio, o CRB perdeu força na competição. Na chance que teve para matar a classificação, falhou diante do Campinense no Rei Pelé e tirou o ânimo da torcida. A equipe, antes de qualquer coisa, precisa recuperar a confiança.
O novo treinador precisa ter tranquildade para montar sua equipe. Não vai ter tempo para desenvolver um trabalho cuidadoso, não conhece o elenco e assume o time num momento conturbado. Se já começar a ser pressionado, tende a trocar os pés pelas mãos e seguir o caminho já percorrido por Lopes.

CRB no STJD - O bombardeio da imprensa nacional em cima do CRB foi, no mínimo, açodado. Ninguém pode provar que houve uma arrumação de resultado por causa de uma frase. É preciso analisar o contexto do “Deixa fazer” de Maizena para o “goleiro” Roberto Lopes. É preciso analisar a edição das imagens, além de outras questões importantes para que uma decisão séria seja tomada pelo tribunal esportivo.

Açodamento- Fiquei impressionado com a declaração do colega Renato Maurício Prado no programa “Bem, Amigos!”, do Sportv. Para ele, Fortaleza e CRB deveriam ser rebaixados apenas por causa da imagem de Maizena. Já cansei de assistir a jogos estranhos no futebol brasileiro que, por absoluta falta de provas, não foram impugnados ou sequer julgados.

Linchamento moral - O CRB pode até ser punido pelo STJD, mas, se houver justiça, as provas da armação não podem ser resumir a duas palavras. Que a denúncia do Campinense seja devidamente apurada e que seja dado o direito de defesa para os citados. O linchamento moral feito por alguns integrantes da imprensa nacional é uma aula de como não se deve fazer jornalismo.

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