domingo, 4 de setembro de 2011

Ronaldinho tenta pacificar a seleção

Ronaldinho Gaúcho vai jogar no ataque, ao lado de Neymar e Leandrão
A seleção brasileira volta a jogar amanhã. Sob olhares desconfiados da Europa, o time enfrenta Gana, às 15h45 (de Brasília), em Londres. Preocupado, o goleiro Julio Cesar concedeu uma entrevista na última quinta-feira e um dos temas abordados foi a queda de produção da equipe. Segundo ele, quando volta a Inter de Milão, os companheiros brincam dizendo que o Brasil perdeu a força.
A velha questão que sempre é abordada pela imprensa na véspera dos jogos da seleção volta hoje à baila: chamar ou não chamar os medalhões. O técnico Mano Menezes precisa testar nomes no time para saber com quem pode contar. Intensificou esse trabalho nos primeiros meses de sua gestão, mas a série de resultados negativos criou uma pressão incômoda. Para tentar tirar o peso das derrotas, Mano foi buscar medalhões que pareciam esquecidos em algum lugar do passado. O mais novo caso de veteranos no escrete é o de Ronaldinho Gaúcho.
Antes da Copa da África, o meia, então no Milan, estava em grande fase. Até a imprensa internacional pedia ao técnico Dunga para convocá-lo, mas, comprometido com suas convicções, ele preferiu ignorar os jornalistas e a massa. Mano não pensa assim.
Hoje, com 31 anos, Ronaldinho é o destaque do Flamengo no Brasileirão. O craque joga mais avançado no esquema de Vanderlei Luxemburgo e já marcou 12 gols no campeonato. Apesar da idade, o treinador da seleção preferiu não pensar no futuro e resolveu chamá-lo para apagar o incêndio criativo que se propaga no time.
Nossa zona de criação vai mal das pernas. Ganso ainda não correspondeu às expectativas e as tentativas com Douglas, Renato Augusto, Jádson e Fernandinho foram frustradas. Assim, Mano deve colocar Ronaldinho de primeira contra Gana, escalando o jogador na vaga de Robinho, que sofreu uma lesão no púbis e foi cortado na última quarta. Assim, Mano deve abrir o R10 por um lado, Neymar por outro e centralizar as jogadas em Leandro Damião. Na armação, Ganso deve ganhar mais uma chance para acionar o ataque contra um time que agride mais do que se defende. Ronaldinho também pode ajudá-lo na função de armar, já que conhece muito bem o setor criativo.
O tratamento com o R10 ainda é paliativo. Na Copa de 14, ele estará com 34 anos e talvez esteja longe de sua forma ideal. Por enquanto, se conseguir dar suporte aos garotos que ainda precisam de cancha no futebol, já vai ajudar demais a seleção e pode também salvar a pele do treinador. Por causa dele, o amistoso de amanhã vai ser muito interessante.
   

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