domingo, 13 de novembro de 2011

A volta do CRB à Segunda Divisão do Brasileiro

A notícia do ano no futebol de Alagoas foi o retorno do CRB à Segunda Divisão do Brasileiro. A grande atração do esporte é sua imprevisibilidade. O Galo fez uma péssima campanha no Campeonato Alagoano e não dava muitas esperanças ao seu torcedor.
Não há dúvidas de que a experiência dos dirigentes Alarcon Pacheco e Ednilton Lins alterou o cenário da Pajuçara. Eles mudaram as ações do clube no mercado da bola e fizeram muitas contratações antes do acerto com o técnico Flávio Lopes. O objetivo da diretoria era evitar que o treinador tivesse muitos vínculos afetivos com o grupo e, no caso de demissão, o trabalho fosse prejudicado. Nos anos anteriores, o Galo sofreu com esse mal e quase foi rebaixado para a Série D.
Outra vantagem do clube em relação aos rivais foi o longo período de preparação. O CRB iniciou o trabalho para a Série C com antecedência e, aos poucos, um grupo heterogêneo foi ganhando consistência. Lopes obteve a classificação à segunda fase, mas a série de maus resultados e a goleada sofrida contra o Fortaleza, por 4 x 0, apressou um processo de fritura que havia começado nas primeiras rodadas. O técnico entrava em choques constates com a direção e perdeu força no cargo.
Paulo Comelli chegou ao CRB tentando estancar a sangria de gols da equipe e foi muito bem sucedido. O Galo sofria gols demais para um clube que pretendia chegar à Segunda Divisão e, com alguns reforços na contenção, a defesa começou a funcionar. Na segunda fase da Terceira Divisão, o time foi vazado apenas uma vez, fora de casa, contra o América-RN. Nos outros três jogos, o CRB marcou cinco vezes e não tomou nenhum gol, estatísticas que explicam a excelente campanha.
Nesse belo trabalho, quero citar três jogadores muito importantes para o clube alagoano. O atacante Aloísio Chulapa foi a cereja do bolo. Com sua experiência, ele cadenciou jogos complicados, marcou gols decisivos e chamou a atenção dos marcadores. É a referência do time.
Outro jogador fundamental foi o meia Giovanni, autor de dois gols e seis assistências nesta Série C. Rei das faltas, ele toca o terror nas defesas adversárias quando são marcadas infrações no ataque regatiano.
O símbolo da raça alvirrubra é, sem dúvida, o meio-campista Roberto Lopes. O jogador chegou ao clube fora de forma e até assustou os torcedores. Depois dos treinamentos, ele parecia multiplicar-se em campo e comandou, com pulso firme, o sistema defensivo do time. Não me lembro de uma atuação ruim de Roberto nesta Série C.
Escolhas certas, elenco competitivo, um pouco de sorte e o pagamento em dia dos salários são outros motivos importantes para a conquista do CRB. O futebol precisa de um mínimo de organização e investimentos corretos para apresentar bons resultados em campo. Parece ser fácil, mas garanto que não é uma equação simples de fechar. Os últimos dirigentes do Galo que o digam.

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