sábado, 25 de fevereiro de 2012

Como evitar que um time fique refém de seus craques

Melhor do mundo, Messi tem um compromisso com a história do esporte
O futebol mundial testa atualmente a capacidade dos novos gestores. Gerentes e treinadores precisam se desdobrar para colocar na linha os grandes astros dos times em que trabalham.
Raciocinemos, caro leitor: se você, não mais que de repente, descobrisse que seus serviços são fundamentais para a sua empresa. Se ficasse sabendo que sem a sua presença o lucro diminuiria e a concorrência iria fazer estragos no seu grupo. E, finalmente, se fosse comunicado que seu salário ultrapassaria a casa dos R$ 300 mil. Em condições normais, seu comportamento mudaria. A menos que você fosse extremamente disciplinado, questionaria as ordens de seu chefe, certo? O poder excessivo para comandados gera rebeldia.
Pois bem: essa é a realidade que os gestores precisam enfrentar nos grandes clubes brasileiros. A maioria deles é refém de seus astros. Quem não os tem, pode até contar vantagem, mas também dificilmente vai comemorar algum título na temporada.
No ano passado, Zagallo me disse durante uma entrevista como fazia para trabalhar a motivação dos craques. Ele vendia sonhos para seus principais jogadores e lhes dizia que a maior recompensa para um atleta é a história. Depois dos primeiros milhões, o dinheiro não faz mais tanta diferença. Para deixar os astros focados no esporte, é fundamental que eles tenham a ambição de colecionar títulos. Assim, as ordens são aceitas com mais facilidade e uma equipe tende a apresentar resultados. No Barcelona, creio que o técnico Pepe Guardiola faz esse exercício de história quase todas as semanas com um certo Lionel Messi.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito interessante.