domingo, 8 de abril de 2012

Sucesso de público, MMA é atacado em várias frentes

Anderson Silva não mediu palavras para atacar o parlamentar José Mentor 
Esporte que mais cresce na atualidade, o MMA (artes marciais  mistas) é alvo de muitas polêmicas. Violenta pela própria natureza,  a modalidade é questionada pelos riscos que oferece aos atletas e pelo espetáculo sangrento apresentado ao público. Bastou a TV Globo abrir espaço para o UFC (principal organização do MMA), que os questionamentos ganharam força no Brasil.
Na semana passada, o ex-pugilista Adilson Rodrigues "Maguila" partiu para o ataque: "Pra mim, MMA não é esporte, é briga de rua", declarou o boxer, em entrevista ao site Lancenet. Muitos lutadores de boxe, inclusive, batem de frente com o MMA justamente porque a nova modalidade tirou espaço da "nobre arte".
O deputado federal José Mentor (PT-SP),  autor do projeto que proíbe a transmissão de lutas marciais não-olímpicas no País abriu uma frente de batalha contra a modalidade e foi "golpeado" pelo campeão Anderson Silva.
José Mentor apresentou projeto contra o MMA no Brasil
No mês passado, em entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, Anderson não escolheu as palavras para atingir o deputado. "Tem que deixar bem claro para ele que crianças, idosos, todos assistem ao MMA. Tem violência sim, mas é esporte de contato, e não é mais violento do que o futebol. É lamentável ter um cara como esse no Congresso. Para mim, político não tem muito que se meter. Lutador luta, político faz política, e esse cara tem que parar de falar bobagem”, esbravejou.
“O cara está maluco. Quantos atletas de MMA já morreram? E na Fórmula 1? Nosso maior ídolo, Ayrton Senna, morreu na Fórmula 1. E as pessoas vão lá assistir. Em vez de se preocupar com isso, ele tinha que se preocupar com o dinheiro que está sendo desviado”, emendou.
Segundo Mentor, há casos registrados de lutas que levaram a lesões permanentes e à morte e compara o MMA às lutas dos gladiadores romanos. “A diferença é mínima: hoje, não é o polegar levantado ou abaixado do público que determina se o combatente derrotado deve ou não continuar vivo”, critica o parlamentar.

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