quinta-feira, 21 de junho de 2012

Num jogo sofrível, Santos expõe suas fragilidades


Neymar fez um gol, mas não decidiu a parada para o Santos
O Santos que foi eliminado na noite de ontem pelo Corinthians na Libertadores foi um rascunho do time que encantou o Brasil em 2010. Sem criatividade, o Peixe precisava vencer o jogo, avançou as peças na etapa inicial, marcou um gol, mas foi facilmente neutralizado pela marcação do Corinthians no segundo tempo.

Mesmo com Ganso e Neymar na equipe, o Santos não criou nenhuma chance de gol na etapa final e deixou sua torcida decepcionada e apreensiva. O time caiu muito de rendimento porque o conjunto desafina, há sérios problemas em seu sistema defensivo, e porque os jogadores que faziam a diferença não estão rendendo o esperado.

É fácil parar o Peixe. Basta montar um esquema capaz de diminuir os espaços de Neymar, e acabou. O Velez, mesmo eliminado, ensinou como marcar o atacante. Nada se cria na equipe. Ganso voltou da lesão longe de sua condição técnica ideal. Nesta quarta, apenas assistiu ao jogo em campo, quase sempre com as mãos na cintura.

O técnico Muricy Ramalho perdeu a mão da equipe e, até pelas características do atual elenco, não põe em prática seu sistema feio, mas vencedor: ferrolho na defesa, contra-ataque rápido e bola alçada na área. No ano passado, conquistou a Libertadores porque Neymar estava mais inspirado e sua defesa fazia a diferença. Um ano pesa no futebol, amigos, e o cenário mudou radicalmente na Vila.

Ode à defesa
O jogo da semifinal da Libertadores foi fraquíssimo tecnicamente. Nervosos, os times pouco chegaram ao ataque. O Corinthians, por exemplo, fecha-se no ferrolho de Tite e vive de lampejos ofensivos dos volantes Paulinho e Ralf, do meia Danilo e do atacante Emerson. O Boca também joga assim e, se os argentinos passarem nesta noite pela Universidad do Chile, prevejo dois jogos terríveis na decisão da Libertadores. Depois que o Chelsea ganhou do Barcelona e levou a Liga dos Campeões, o futebol de resultados deu um bico na arte e recuperou seu espaço. Para o nosso desespero.

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