quarta-feira, 20 de junho de 2012

O destempero do artilheiro da Série B

Zé Carlos provocou os torcedores do ASA no jogo de sábado

 O alagoano Zé Carlos já teve várias oportunidades para ganhar projeção na carreira. Ele foi ídolo da torcida do CRB, ganhou projeção no mercado paulista e chegou a ser opção no banco do Cruzeiro na Taça Libertadores. Em Belo Horizonte, tinha tudo para alavancar seus projetos, mas, por indisciplina, foi afastado do elenco.

O atacante foi expulso de campo após cometer uma falta violenta nos primeiros minutos do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG e acabou com a paciência do técnico Adilson Batista.

As portas se fecharam para o centroavante nos grandes clubes, mas, nos últimos meses, sua qualidade o levou a condição de referência do Criciúma. Em seis jogos, marcou oito gols na Série B, virou artilheiro e despertou a cobiça até do Corinthians.

Infelizmente, percebo que, mesmo aos 29 anos, o atacante mantém o destempero que tanto prejudicou sua carreira. Sábado, depois de o Tigre vencer o ASA em Arapiraca, ele deu declarações desnecessárias à mídia nacional: "É sempre freguês, né? É sempre gostoso ganhar aqui, porque tem uma gente muito nojenta", declarou o jogador, em entrevista à Rádio El Dourado de Criciúma. Faltou grandeza ao centroavante, que expôs fora do Estado questões de rivalidade local e faltou com respeito ao ASA e à cidade de Arapiraca.

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