segunda-feira, 11 de junho de 2012

O que se pode esperar de Ronaldinho no Atlético

Ronaldinho Gaúcho tem a chance de se redimir no Atlético-MG
Quase nada é definitivo no futebol. Observo de longe que muitas paixões afloram na imprensa esportiva brasileira e deturpam os fatos. Os defensores das causas rubro-negras se arvoram ao declarar que Ronaldinho Gaúcho acabou para o esporte, que é um caso perdido. Outros, mais ligados ao Atlético-MG, tratam o jogador  como se ele tivesse conquistado há pouco o título de melhor do mundo. Como diria o escritor João Ubaldo Ribeiro: Alto lá, General!

Ao analisarmos esse tema polêmico, é importante buscarmos no passado recente as visões dos cronistas. Quem manteve a linha de raciocínio sobre R10 entre o início do ano passado e esta temporada merece ser absolvido. Quem mudou radicalmente de posição pode estar deixando nas entrelinhas os rastros de sua paixão clubística.

Ronaldinho não é mais o jogador que foi. Não é simplesmente porque não quis pagar o alto preço do profissionalismo. Milionário, ele preferiu curtir a vida nos últimos anos e, mesmo sem lesões crônicas, foi o responsável por sua queda de patamar no esporte. Se quisesse, poderia ser o timoneiro do projeto da seleção tanto nas Olimpíadas quanto na Copa do Mundo.

Por outro lado, não descarto a possibilidade de ele ser muito importante para o Atlético no Brasileirão. O craque não pode ser cobrado como melhor do mundo, mas como um jogador que, motivado, ainda pode fazer a diferença. Dos tempos de número 1 do Planeta restou a incrível projeção de mídia do jogador.

Por isso, a sua marca pode gerar um excelente retorno para o Galo, desde que ele não se envolva em polêmicas na noite de BH e a direção do Atlético saiba explorar bem a imagem do craque. O Flamengo não soube.

Exemplos de reviravoltas no futebol servem para aumentar o poder das palavras desta coluna. Em 1994, Renato Gaúcho saiu do próprio Atlético-MG pela porta dos fundos. Caiu na noite mineira e parecia ter encerrado ali a sua carreira. Na temporada seguinte, recuperou a motivação no Fluminense e foi responsável pelo título carioca e a bela campanha tricolor no Brasileirão.

Em 2009, Petkovic chegou ao Flamengo como contrapeso. Fez temporadas pífias no Atlético-MG e no Santos e voltou à Gávea para ganhar vitrine e amortizar a dívida que o clube tinha com ele. Num passe de mágica, recuperou seu futebol e, ao lado de Adriano, levou o Rubro-Negro ao título nacional.

O canto do cisne de Ronaldinho Gaúcho pode ser ouvido no Clube da Esquina? Pelo visto, a maioria dos atleticanos acredita nessa possibilidade. E quem conhece as Gerais sabe que as suas montanhas são movidas pela fé dos alvinegros.

5 comentários:

jane disse...

muito interessante o seu comentário. Parabéns!!!!!!!!! Bom Dimais, como dizem os mineiros, uai!!!!!!!

victor disse...

simplesmente incrivel seu comentário Victor, um dos únicos que acreditou na reviravolta do Ronaldinho Gaucho, cheguei a esse site através da COMUNIDADE DO GALO NO ORKUT, e achei incrivel esse texto, pois muitos duvidavam do R49 no Galo. Parabéns!!

Gilmar Dornelles disse...

Estou bobo com esse artigo. Além de dizer tudo o que iria acontecer com R49, o texto é muito bem escrito.
A última frase é digna do Roberto Drummond. Parabéns mesmo.

Galoooooooooooooooooooooo

Marina disse...

Dizer o que???? Suas previsões estão aí para serem comprovadas. Valeu!! O texto é de uma leveza que dá gosto ler e reler várias vezes, ainda que a matéria seja a mesma. Das Alagoas vc cantou a pedra e das Montanhas de Minas ecooaram os gritos de Ronaldinho, desta imensa família atleticana. parabéns. Recomendo.

Anônimo disse...

E não é que a fé alvinegra moveu montanhas ? Gaaaaaalooo !