quarta-feira, 25 de julho de 2012

O CRB e a vitória do Centenário



Há partidas que têm o estranho poder da eternidade. Confrontos comuns são parceiros apenas da matemática, que compõe com seus números frios tabelas racionais. Mas o esporte tem outros encantos, amigos, e são eles que alimentam a paixão.

O torcedor do CRB não é o mesmo. Ninguém ficou indiferente em Alagoas à vitória de sábado sobre o Joinville. Nesse momento, as análises táticas e o pragmatismo estão soterrados pela catarse.


A virada nem precisa de adjetivos para ganhar imponência. Não é necessário brincar com as palavras para exaltar o triunfo, basta dizer que o Galo perdia em casa por 3 x 0 até os 6 minutos do segundo tempo e, sabe-se lá de onde, encontrou forças para vencer o adversário.

Do nada, Geovani decidiu domar a bola no Rei Pelé. Hipnotizada, ela estava a serviço de seu mestre naquele segundo tempo. Foram três gols, uma assistência e as páginas da história. Nada fará os torcedores que estiveram no estádio no dia 21 de julho esquecer a atuação do camisa 10.

Aloísio Chulapa entrou em campo sob o efeito da magia. Tudo o que o centroavante tentava dava certo. As faltas sofridas enchiam o time de confiança; os passes certeiros, em poucos instantes, transformavam-se em gols. Em meio às comemorações, o jogador se confundiu com a massa e a camisa, e a sincronia dos movimentos parecia perfeita.

Certos triunfos mudam as pessoas e os clubes. Centenário, o CRB e sua fanática torcida mereciam este presente do imponderável. Os gritos dos quatro gols já estão devidamente guardados nos muros e nas cores que cercam o velho Estádio da Pajuçara.

Nenhum comentário: