segunda-feira, 23 de julho de 2012

O retorno da seleção de basquete às Olimpíadas

Uma das atrações da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres vai ser o basquete masculino. É óbvio que o nadador César Cielo deve fazer muito mais estragos na Inglaterra do que os nossos gigantes, mas há um importante componente histórico na seleção.

Há 16 anos o Brasil não disputava a Olimpíada no basquete masculino. Uma das modalidades mais importantes do nosso esporte passou por um hiato provocado pelas administrações desastrosas na Confederação Brasileira.
Sobre a equipe, vale destacar o retorno das feras da NBA. Depois de polêmicos pedidos de dispensa no Pré Olímpico, Nenê e Leandrinho conversaram abertamente com o técnico Ruben Magnano e foram aceitos de braços abertos no grupo. Assim, a seleção deve estrear contra a Austrália, no dia 29 de julho, com Marcelinho Huertas, Alex, Leandrinho, Varejão e Nenê. No banco, o técnico argentino deve contar com Tiago Spliter, Marquinhos e Giovanoni, todos jogadores de alta qualidade.

Além da Austrália, o Brasil enfrenta na primeira fase, na sequência, a Rússia, a Grã Bretanha, a Rússia, a China e a Espanha. Se pensar numa medalha, a seleção precisa vencer os donos da casa e os chineses.

Há um equilíbrio de forças entre os times e não é impossível chegar ao pódio. O Brasil só não pode garantir classificação às quartas de final em quarto lugar, sob pena de enfrentar os astros dos Estados unidos na primeira partida eliminatória.







Favoritos

Os Estados Unidos são favoritos absolutos ao ouro no basquete. A Espanha também tem uma ótima seleção e deve ficar com a prata. O bronze pode ficar entre Rússia, Argentina, Lituânia e, porque não dizer, Brasil.

Histórico
O Brasil já foi campeão mundial de basquete em 1959 e em 1963. Nas Olimpíadas, o melhor resultado foi a conquista do bronze em 1948, 1960 e 1964. Na geração de Oscar, nossa conquista mais expressiva foi o ouro no Pan de 1987, em Indianápolis, vencendo os norte-americanos na grande decisão. Nesta época, o técnico Ary Vidal escalava a seleção brasileira com a seguinte formação: Guerrinha, Marcel, Oscar Schimdt, Gérson Victalino e Israel.

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