quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A pressão sobre os atletas e o ouro na ginástica

 
O brasileiro Arthur Zanetti foi protegido pelo quase anonimato. Infelizmente, nossos atletas têm dificuldades de lidar com o favoritismo. São poucos brasileiros que chegam a uma Olimpíada como sérios candidatos ao título e correspondem às expectativas, vide o exemplo recente de Cesar Cielo, na natação, da dupla Juliana/Larissa, no vôlei de praia, e de Fabiana Murer, no salto com vara.

Nesta mesma ginástica que consagrou Arthur, Daiane dos Santos e Diego Hypólito já fizeram história nos mundiais, mas caíram, literalmente, na armadilha dos Jogos.
Ambos não suportaram a pressão de abrir espaço numa modalidade marcada pelo conservadorismo. Não é fácil convencer jurados de que países menos tradicionais na modalidade merecem notas maiores.

Arthur não sentiu o peso da obrigação e ainda teve a força de Diego e Daiane nos mundiais. Na última década, a ginástica brasileira passou a ser respeitada, principalmente após a chegada do treinador ucraniano Oleg Stapenko. Ele ensinou o caminho e nossos principais talentos colecionaram resultados, menos nas Olimpíadas.

Com a má performance dos nossos competidores mais conhecidos parecia que o investimento na modalidade não tinha valido a pena. Mas tudo mudou na manhã desta segunda-feira. Arthur bateu a China nas argolas e transformou-se num herói olímpico. Seu legado precisa agora ganhar destaque para que novos campeões sejam formados nos ginásios brasileiros. Uma modalidade se desenvolve com ídolos, praticantes e investimentos, e, ao menos, já conhecemos os atalhos para o pódio.

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