quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Avaliação do desempenho brasileiro na Olimpíada

Meninas do vôlei conquistam a medalha de ouro em Londres
O Brasil encerrou a Olimpíada de 2012 com números interessantes. Fechamos a participação em Londres com 17 medalhas, duas a mais do que em Pequim, e os
mesmos três ouros. Mas, no geral, a frustração por alguns resultados deu o tom das conversas nos botequins.

Outra vez, o futebol masculino perdeu o primeiro posto no momento decisivo. A seleção estava invicta até a final contra o México, mas sua velha fragilidade defensiva foi destacada e o time de Mano foi derrotado por 2 x 1.

Os méritos de um possível ouro deveriam ser exaltados, assim como os erros da derrota também não podem ser omitidos. O Brasil reuniu muitos talentos individuais, mas pecou no quesito conjunto. Os craques não resolveram e o jogo de equipe apontou suas principais falhas. O goleiro e o sistema de marcação foram o ponto fraco da equipe de Mano. O técnico fez algumas alterações, mas não corrigiu os erros antes da partida decisiva e contribuiu para a derrota.

Na reta final, o vôlei masculino decepcionou. O time de Bernardinho fez dois sets muito bons, mas não se adaptou à mudança no esquema russo no terceiro set e foi detonado pelo gigante Muserskiy, que marcou 31 pontos na partida. O atletismo também não cumpriu seu papel, deixando de conquistar medalhas pela primeira vez desde 1992.

Por outro lado, vale destacar que nossos ouros vieram de surpresas. Sarah Menezes, do judô, Arthur Zanetti, da ginástica, e as meninas do vôlei chegaram a Londres sem muita pressão, venceram os principais obstáculos e voltaram ao País cobertos de glória.

No boxe, tivemos três medalhas (uma de prata e duas de bronze) e, na raça, fizemos história, apesar da reclamação dos próprios atletas de que falta apoio da Confederação Brasileira da modalidade. O balanço não é negativo, até porque o Brasil sempre priorizou os esportes coletivos e cumpriu o mínimo que se esperava de seus atletas. Caímos muito de qualidade na natação, que não conquistou o esperado primeiro lugar com Cesar Cielo, e na vela, que trouxe apenas um bronze de Londres.

A torcida não pode aumentar o tom das críticas porque isso diminui o investimento e afugenta patrocinadores. É importante buscarmos recursos para desenvolver as modalidades como um todo e dar condições de trabalho aos nossos atletas. Com o tempo, ao certo, as medalhas vão surgir aos pares.

Perdemos

Nas projeções do jornal USA Today, o Brasil conquistaria seis medalhas de ouro e ficou apenas com a metade delas. Os favoritos que perderam espaço foram Fabiana Murer (salto com vara), César Cielo (natação), Everton Lopes (boxe), Juliana/Larissa (vôlei de praia), Robert Scheidt/Bruno Prada (vela) e o vôlei masculino. 

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