domingo, 12 de agosto de 2012

O tempo passou para a seleção feminina de futebol

O futebol feminino foi uma decepção para o Brasil nos Jogos Olímpicos. O tempo passou na janela e os nossos dirigentes não viram. O trabalho de renovação foi mal feito, as competições perderam força e nossos ícones já apresentam sinais de desgaste.

A alagoana Marta, por exemplo, foi a sombra da jogadora que encantou o mundo nos Jogos de Atenas e Pequim. Talvez as suas conquistas individuais e até as dificuldades encontradas na modalidade tenham feito a camisa 10 perder o brilho. Faltou arranque à alagoana e, em Londres, ela parecia estar fora de sintonia com o time.

No geral, também tivemos graves problemas táticos. O Japão não é a quinta maravilha do futebol, mas nos eliminou com facilidade por sua aplicação ao sistema de jogo. As atletas da equipe dominam os fundamentos e sabem fechar os espaços. Assim, mal tivemos chances de tentar o empate.

A seleção feminina, Cesar Cielo e Maurren Maggi chegaram aos Jogos com status, por causa da boa campanha feita em Pequim, mas não corresponderam às expectativas. As três modalidades precisam urgentemente apontar os sucessores de uma geração vencedora.

O peso da derrota
A festa da seleção após a derrota para o Japão também pegou mal. Deu a impressão que as meninas não estavam muito preocupadas com os resultados dos Jogos Olímpicos. O mínimo que um atleta precisa fazer na competição mais importante do mundo é sentir a dor de uma derrota.

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