quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O poder do centroavante

  Muito tem se falado na imprensa sobre a importância dos centroavantes. Foi aberta uma discussão filosófica sobre o assunto após o sucesso do Barcelona de Messi. Como muitos jogadores trocam de posição no ataque, a equipe não precisa de um goleador. Mas esse é um caso específico do futebol.

A era dos definidores ainda está longe de acabar no esporte. Se não, vejam: em Alagoas, esta figura está fazendo a diferença para os nossos três grandes clubes. Apenas o ASA tem um centroavante de ofício, Lúcio Maranhão, e sua boa campanha está baseada no poder de fogo do atacante. Dos 32 gols marcados pelo Alvinegro na Série B, 12 foram assinalados pelo artilheiro. Terça-feira, ele fez valer a sua condição de matador e definiu um jogo dificílimo contra o Joinville aos 45 minutos do segundo tempo.

Escrevi que a posição faz diferença também nos outros clubes do Estado porque é justamente a falta do definidor que atrapalha as missões de CRB e CSA no Brasileiro. O Galo, por exemplo, criou várias oportunidades contra o América-MG, no Rei Pelé, mas não marcou simplesmente porque não havia um goleador na área. O mesmo aconteceu com o Azulão no jogo decisivo contra o Campinense. Domingo, no Trapichão, a bola implorou para dormir no barbante, mas faltou o pé de um centroavante para dar esta autorização.


Nenhum comentário: