sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O substituto de Mano na seleção

A queda de Mano Menezes não foi surpreendente. Há meses, sua “fritura” estava em fogo alto na cozinha da CBF. Presidente da Confederação, José Maria Marin deixava nas entrelinhas desde quando assumiu o poder que não aprovava o trabalho do treinador.

A queda era esperada após a Olimpíada, mas os cartolas decidiram aguardar até o final do ano, talvez para alinhavar o contato com o substituto. Além de Marin, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanchez fazem parte do colegiado que define esta questão. Talvez Ricardo Teixeira, ainda pagando seus pecados no Umbral do esporte, também dê pitacos sobre o próximo técnico da seleção. Assim sendo, o nome de Luiz Felipe Scolari ganha força nos bastidores.

Nesta noite, o Lancenet destacou que Pep Guardiola, ex-Barcelona, se predispôs a assumir a seleção caso a CBF opte por seu nome. Conhecendo a conservadora cúpula da entidade, acho difícil que esta decisão seja tomada às vésperas do Mundial no País.

Até pela mesmice dos trabalhos desenvolvidos no Brasil, eu contrataria Guardiola. Precisamos sacudir o mercado e apresentar novidades aos nossos atletas. Da lista - que inclui, além de Felipão e Guardiola, Tite, Parreira, Muricy e Abel - o espanhol seria a opção de vanguarda. A questão é que, na maioria dos casos, os caciques do futebol nacional são avessos a novidades. Por isso, os sinais de fumaça devem chegar ao Rio Grande com a mesma ênfase de 2001.

Falta de respeito

A CBF prejudica o trabalho de grandes clubes do País se cumprir a promessa de só anunciar o nome do novo treinador em janeiro. Se for o caso, o time que perder o comandante em meio à pré-temporada terá o planejamento destruído. Além disso, o suspense gera uma ansiedade desnecessária entre os profissionais.  

Crédito da foto:Manu Fernandez/AP

Um comentário:

Anônimo disse...

NÃO TEMOS SELEÇÃO PRONTA E NEM UM TÉCNICO DEFINIDO...A CBF DEVERIA SE CHAMAR CONFEDERAÇÃO BAGUNCEIRA DE FUTEBOL.