segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Felipão, Feola e a Copa de 66

Campeão em 58, Feola não fez um bom trabalho em 66 
O ano de 1966 assombra a seleção brasileira. Quatro temporadas após a conquista do bicampeonato mundial, o Brasil tinha a missão de buscar o tri na casa dos pais do futebol, a Inglaterra. Vieram os jogos da fase de classificação e, com eles, o fracasso.

Essas frases iniciais servem apenas de alicerce para um tema bem mais moderno do que a Copa de 66. Após um período conturbado na então CBD, os cartolas designaram Vicente Feola, técnico campeão mundial em 1958, para comandar o projeto “Brasil na Inglaterra”.

Feola não havia acompanhado as mudanças do futebol. Seus métodos estavam ultrapassados e a convocação de praticamente quatro times no período de formação do elenco serviu apenas para confundir os jogadores.

Não foi formado um time para o Mundial e, depois de dois títulos, a seleção caiu ainda na primeira fase de 1966. Apesar de contar com uma boa geração, Feola não azeitou a máquina e a seleção pagou o preço da aposta com o seu maior fiasco da história.

Pois bem, em 2012, José Maria Marin foi buscar uma solução conservadora para substituir Mano Menezes na seleção. Parreira há muito está afastado do cotidiano do futebol e Felipão parece um pouco desgastado pelo tempo. Seus conceitos estão longe das táticas mais modernas. Temo agora que a seleção de 2014 seja o espelho de 1966. O planejamento para a Copa foi equivocado e o alto comando da CBF demonstra estar perdido na tempestade.

Considero Parreira e Felipão dois expoentes do nosso futebol, mas buscaria alternativas radicais nesse momento. O esporte brasileiro está se desenvolvendo baseado em novos  conceitos. Oleg Ostapenko, na ginástica, e Rubén Magnano, no basquete, abriram trincheiras nos últimos anos e mudaram o patamar de modalidades estagnadas.

Ex-Barcelona, Pep Guardiola representaria uma revolução para o futebol brasileiro. Nosso jeito de de apresentar o jogo parou no tempo e, no momento, não vejo treinadores no país capazes de mudá-lo nos anos que se seguem. Por isso, lamento a oportunidade perdida pela seleção e torço para que o fantasma de 66 não se alimente de decisões conservadoras.

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