sábado, 1 de junho de 2013

Artista nordestino canta sua paixão pelo Atlético

A música e o futebol não têm fronteiras. O poder desmedido da arte pode vencer a distância e ter influência decisiva na composição de novas peças. O pernambucano Paulo de Castro Sobrinho, de 49 anos, nasceu com o dom de tocar violão, escrever canções e encantar plateias. Ainda jovem, deixou a cidade de Gameleira, no interior de Pernambuco, para tentar a sorte em Alagoas.

Paulo de Castro fez uma música para o Atlético-MG (Foto: Denison Roma)
 O artista encontrou sua turma em Maceió e desenvolveu a carreira, apresentando-se, como diz, nos bailes da vida. Mas boa parte da inspiração de seu trabalho vinha das montanhas de Minas. Paulo revela que sofreu um forte impacto quando ouviu o disco Clube da Esquina, lançado em 1972, pela dupla Lô Borges e Milton Nascimento.

- Esse disco é um sonho. As canções se misturam numa salada poética, e a harmonia é perfeita. Não tenho medo de dizer que o Clube da Esquina mudou a concepção da música brasileira. Tenho forte influência dos artistas de Minas, do meu conterrâneo Luiz Gonzaga e do nosso alagoano Djavan. Eles ajudam a soprar minhas composições. Vento de Maio, por exemplo, do Lô, é uma das músicas mais fantásticas da história da MPB – conta Paulo.

Apaixonado também por futebol, o artista é fã do artilheiro Reinaldo, melhor jogador da história do Atlético-MG. A partir da década de 70, encantado pela arte do Rei das Gerais, Paulo passou a torcer pelo Galo e envergar a camisa alvinegra.

Reinaldo foi o maior ídolo do Atlético (arquivo)
- Virou uma paixão pelo Atlético. O Rei foi um jogador espetacular. Quem viu, viu, amigo! Infelizmente, machucado, ele não atuou naquela Seleção mágica de 1982. Se o nosso artilheiro estivesse no time, o Brasil não perderia para a Itália. E aquele escrete tinha a base atleticana, com craques do porte de Luizinho, Cerezo e Éder. O mineiro Telê, para quem não sabe, foi campeão brasileiro pela primeira vez no Galo, em 1971. Pra mim, só faltou o Rei naquele time no lugar do Serginho – destaca.

O artista afirma que o novo time do Galo tem o mesmo futebol mágico apresentado pela Seleção Brasileira na Copa de 1982.

- Ronaldinho joga por música, amigo. Arte a serviço do futebol. Ele, Bernard, Jô e agora o Tardelli formam um quarteto espetacular. Na zaga, temos outro estilista, o Réver, que tem as mesmas características do Luizinho. No gol, considero Victor melhor até do que o Valdir Perez. Tenho certeza de que nosso Galo vai ser campeão da Libertadores. Quero muito conhecer o Independência, nosso alçapão, e, se Deus ajudar, vou cantar minhas músicas no meio da massa.

Inspirado pelo “esquadrão” de Cuca, Paulo de Castro compôs uma música (ouça aqui) para embalar o seu Atlético.

- O poeta maranhense Ferreira Goulart costuma dizer que a arte surge do espanto. Não há como não se emocionar com o novo time do Galo. A goleada por 5 a 2 sobre o Arsenal de Sarandí, lá dentro, me fez correr para o violão e buscar notas capazes de festejar essa equipe. Depois, a letra surgiu naturalmente. É uma humilde homenagem a uma das minhas paixões. A massa já está convocada para lotar o nosso alçapão em BH e embalar o time na Libertadores. Galo!!!

Matéria publicada no Globoesporte.com 

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