domingo, 4 de maio de 2014

Revoada

Revoada, revoar
Dá para ver o tempo correr, sofrer, parar e não chegar
Mas é renovada a esperança de encontrar uma estrada
Que nos faça voltar
Voltar a doar alegria para que, como num toque de magia,
A dor da revolta possa passar

Percorrer o espaço, ampliar os sentidos
Ser visionário, não ter visão
Cantar a vida, não ter amigos
Sorrir em permanente solidão

Para que realidade? Se nossos fartos delírios
e felicidade sejam a mais simples e permissiva ficção
Desprezamos o tempo material, físico
Tudo aqui para nós não vale nada
Pois somos pássaros dormindo e cantando
Numa alegre revoada.

(Victor Mélo)

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