segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os quadros mais caros do mundo


Nafea Faa Ipoipo, de Gauguin, é a pintura mais cara do mundo
Uma obra de arte pode ganhar imensa projeção após a morte do artista. Poucos foram os pintores e  poetas que tiveram grande reconhecimento em vida. O tempo valoriza o trabalho. Vejamos o caso do francês Paul Gauguin (1848-1903). O quadro mais caro do mundo foi vendido em janeiro deste ano pelo colecionador suíço Rudolf Staechelin, de 62 anos, a um comprador do Catar por R$ 830 milhões. O negócio envolvendo a tela "Nafea Faa Ipoipo" (Quando você vai se casar?) ultrapassa com sobras o valor de "O Jogador de Cartas", do também francês Paul Cézanne (1839-1906), arrematado por colecionadores do Catar em 2011 por R$ 611 milhões.

Considero "O Grito", pintado pelo norueguês Edvard Munch (1893-1944), o quadro mais impressionante que vi. O desespero toma posse das cores na tela. A pintura, inclusive, está muito bem avaliada no mercado das artes. Em 2012, foi arrematada por R$ 312 milhões, sendo a quarta mais cara da história. Entre Munch e Cézanne está o irlandês Francis Bacon (1909-1992), com "Três estudos de Lucian Freud". Esta obra foi vendida em 2013 por R$ 380 milhões na casa de leilões Christie's, Inglaterra.

O quadro mais caro de um brasileiro

Pintado em 1928 por Tarsila do Amaral (1886-1973), o quadro Abaporu é o mais caro de um artista brasileiro. E o mais famoso também. A obra foi vendida em 1995 para o colecionador argentino Eduardo Constantini por R$ 4.5 milhões e está exposta no Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires.

Os escritores Oswald de Andrade, marido de Tarsila, e Raul Bopp batizaram a pintura com um nome que deriva de termos em Tupi e significam "Homem que come gente". A obra simbolizou o Movimento Antropofágico no país e, curiosamente, está em exposição na Argentina, o que diz muito sobre o desleixo cultural do Brasil.

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